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UMA NOITE TARANTINESCA

Acordou com a cabeça que parecia que ia explodir. A língua grossa igual a de um gato. O vômito no chão e o nariz entupido indicavam que não tinha usado o truque do Dramin com Neosoro. Conferiu se a arma, a carteira e o celular estavam em cima do gaveteiro ao lado da cama. Percebeu que estava nu e que não fazia a menor ideia de como havia chegado em casa. Ao se levantar para ir ao banheiro, se olhou no espelho e viu um olho roxo, sua mão direita também estava machucada. Não era preciso ser muito inteligente para descobrir que - mais uma vez - tinha se metido em uma briga. A pergunta que ele se fazia era: "Com quem será que eu briguei e por quê?" Abriu uma cerveja para tomar junto com o comprimido de Dorflex, voltou para a cama e esperou a mágica acontecer. Quando estava quase pegando no sono novamente o celular tocou. - Alô. - Fábio. Tá vivo, bicho? Hahaha. - Mais ou menos. - Maluco, ontem você estava possuído, pensei que ia matar a gente. - É mesmo? O que foi que ...

O DESBRAVADOR DE BORDÉIS - CAPÍTULO FINAL

O ENCONTRO  Muito álcool para disfarçar a falta que a Rita me faz. Se engana quem pensa que se pode substituir amor por álcool e sexo. E como eu adoro me enganar. Haha. Os meus amigos são os melhores, assim que souberam que a Rita terminou comigo, trataram de me chamar para sair (leia-se boteco sujo e puteiro barato). Fomos até o Centro. O Centro é o reduto dos fracassados, uma espécie de curva de rio onde se encontra o lixo da sociedade; toda espécie de vigaristas, viciados, tarados, policiais corruptos e prostitutas, é claro. Ou seja, o lugar perfeito para a esbórnia.  Após várias cervejas e algumas doses de uísque nós decidimos ir atrás de algum  night club . Na hora de pagar a conta eu pergunto ao cara do caixa se ele conhece alguma casa legal para nos indicar. Ele diz que sim, e nos indica um puteiro ali próximo. Entramos, pegamos uma cerveja e fomos nos sentar. Uma das garotas vai até o palco de pole dance e começa a fazer um  strip-tease . Ela c...

O DESBRAVADOR DE BORDÉIS – CAPÍTULO III

A RECENDÊNCIA DELATANTE A noite eu transei novamente, mas dessa vez com a Rita. É incrível como nosso desempenho melhora quando estamos comendo mulheres diferentes. Creio que a traição seja a ferramenta mais eficiente para a manutenção de um relacionamento. Eu e Cecília ainda transamos mais algumas vezes, mas nada tão memorável como da primeira vez. Chegou o dia de Cecília partir. Ficou combinado de eu a levar até a rodoviária. Perfeito, essa é a deixa para uma foda de despedida. Entramos no carro e só deu tempo de dobrar a esquina e a Cecília começou a me chupar. Um boquete perfeito, sem arranhar, bem babado, com direito a chupada nas bolas. Próximo da rodoviária eu encontrei um lugar mal iluminado e parei o carro. Ela estava usando saia e uma camiseta de alcinha, eu abaixei uma das alças e comecei a chupar seus peitos. - Ai, Roberto, deixa eu sentar no seu pau. - Vem, delícia, senta bem gostoso. Joguei o meu banco, o máximo que pude, para trás; ela levantou sua sai...

O DESBRAVADOR DE BORDÉIS - CAPÍTULO II

O COITO Fui o último a acordar. Corri para o chuveiro. Enquanto me banhava, lembrei-me do que ocorrera durante a noite e me masturbei. Dentre todas as loucuras que já fiz essa era a mais “inocente”, mas sem dúvida, foi também a mais excitante. Ficamos mais ou menos uma semana cercando um ao outro. Na presença dos outros, e principalmente na de Rita, agíamos como se não nos suportássemos, mas, era nos raros e curtos momentos de privacidade que a libertinagem acontecia. Aquilo era tão juvenil que chegava até a ser ridículo. Nós poderíamos ir até um motel e foder até ficarmos assados, mas não; fazia parte da libidinagem esse medo de sermos pego. Um dia, sem pretensão alguma, chego à casa de Rita e ninguém vem me atender ao portão. Como eu já frequentava aquela casa há alguns anos, não tive nenhuma dificuldade para entrar. A gente sempre descobre um macete para abrir o portão, sabe onde fica a chave reserva essas coisas. Subi até o quarto de Rita imaginando que ela estivesse do...

O DESBRAVADOR DE BORDÉIS - CAPÍTULO I

A PRIMA GALDÉRIA G ente falando alto e subindo as escadas. Pronto. Me acordaram. Eu odeio várias coisas, e ser acordado desnecessariamente é uma delas. - Eu comprei uma blusinha linda, Cecília, você tem que ver... Putz! A prima da Rita está aqui. Puta de uma tagarela do caralho, guria chata da porra! Vou fingir que ainda estou dormindo, vai que elas se tocam e calam a boca. - ...Mas vamos falar baixo porque o Roberto ainda está dormindo. - Beleza. Elas entram e acendem a luz. Cubro a minha cabeça com o cobertor numa demonstração clara de que estou sendo incomodado. Acho que a mensagem ficou nítida, pois, elas pegam o que precisam e saem rapidamente. Tento voltar a dormir, mas o sono já se foi. Levanto, vou ao banheiro lavar o rosto e desço até a cozinha para tomar café. - Bom dia, dona Andréia. - Bom dia, Roberto. - A Rita não está? - Não, ela foi ali com as meninas e já volta. - Meninas? Como se eu não soubesse que ela se referia a Rafaela minha cunhada e a...

A POSTIMEIRA NOITE DE UM BOÊMIO

O telefone toca: - Alô. - E aê, gostoso, beleza? - Opa! O que pega, delícia? - Papai saiu, foi para a casa da namorada e não sei quando volta. - Como assim não sabe? Ele pode voltar a qualquer momento... - Relaxa, ela mora em São José. E outra, ele costuma ir e passar o final de semana por lá mesmo. - Beleza. E qual horário eu devo aparecer aí? - Ah... sei lá. Depois das 22:00 horas. - Certo. Quer alguma coisa, cerveja, pizza...? Sei lá. - Traz maconha. Tenho vinho aqui. - Vinho?Aff... que bosta! Vou comprar “umas Heineken”... - E maconha! - Ok, ok. Beijo. Vê se não chega muito tarde, viado. Beijo. Ele tomou banho, vestiu uma capa de chuva, subiu em sua moto e foi para o bar. O bar é sempre o melhor lugar para começar a noite. Tomou umas cervejas e junto com as geladas um Scotch envelhecido 12 anos. O uísque está para a libido assim como Tarantino está para o cinema. Já passam das 22:00 quando ele sai do bar. Está ligeiramente ébrio. A chuva a...