O DESBRAVADOR DE BORDÉIS - CAPÍTULO FINAL
O ENCONTRO
Muito álcool para disfarçar a falta
que a Rita me faz. Se engana quem pensa que se pode substituir amor por álcool
e sexo. E como eu adoro me enganar. Haha.
Os meus amigos são os melhores, assim
que souberam que a Rita terminou comigo, trataram de me chamar para sair
(leia-se boteco sujo e puteiro barato).
Fomos até o Centro. O Centro é o
reduto dos fracassados, uma espécie de curva de rio onde se encontra o lixo da
sociedade; toda espécie de vigaristas, viciados, tarados, policiais corruptos e
prostitutas, é claro. Ou seja, o lugar perfeito para a esbórnia.
Após várias cervejas e algumas doses
de uísque nós decidimos ir atrás de algum night club. Na hora de
pagar a conta eu pergunto ao cara do caixa se ele conhece alguma casa legal para nos indicar. Ele diz que sim, e nos indica um
puteiro ali próximo.
Entramos, pegamos uma cerveja e fomos
nos sentar. Uma das garotas vai até o palco de pole dance e começa a fazer
um strip-tease. Ela chama outra garota para ajudá-la na
performance.
A princípio estava disperso com
aquele ambiente com aquelas mulheres semi nuas e o cheiro de bebida e sexo no
ar, me peguei pensando na Rita e no cheiro do quarto enquanto transávamos, mas
logo algo chamou a minha atenção. Eu não podia acreditar no que estava vendo,
fiquei tão chocado que até os meus amigos também passaram a observar perplexos
aquela cena.
- Que porra é essa, Roberto?! - disse
um dos meus amigos.
Fomos nos aproximando do palco para
nos certificar que aquilo não passava de um engano. Porém, a cada passo a
certeza de uma verdade inconveniente se mostrava real diante dos nossos
olhos.
Uma dor indescritível tomou conta de
mim e os meus olhos se encheram de lágrimas. Eu esbravejei:
- RITA!
- Roberto?!?
Rita me reconhece e, envergonhada,
sai correndo do palco em direção à saída. Eu vou ao seu encalço, mas sou
barrado pelos seguranças.
Rita corre desorientada em direção à rua, dá uma olhada para mim e subitamente é atropelada por um carro que passava
em alta velocidade.
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